Milk Summit: Startups levam inovação às propriedades leiteiras

  • 19 de outubro de 2026
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Milk Summit: Startups levam inovação às propriedades leiteiras

Novidade nesta edição do Milk Summit, a Arena Láctea de Inovação reúne 11 projetos que prometem simplificar processos e trazer novidade às propriedades leiteiras. Iniciativa realizada em parceria com o Sebrae, o espaço contou com empreendedores em busca de aproximação com os produtores. Empresas como a Waterpin, de São Paulo (SP).

Eles trouxeram ao Milk Summit uma plataforma de inteligência que reúne dados sobre a disponibilidade de água subterrânea, auxiliando o produtor no planejamento de perfurações que permitam a expansão da atividade. O sistema faz a análise por satélite da presença de água subterrânea sem a necessidade de perfurações frustradas e custos elevados. “Quando o produtor pretende expandir sua operação, precisa saber se tem aporte hídrico suficiente, se o poço vai suportar a demanda e por quanto tempo essa água estará disponível. Todas essas informações entregamos em uma única plataforma, proporcionando mais segurança e previsibilidade para a tomada de decisões”, afirma João Renner Vieira Leão, diretor de Branding e Marketing da Waterpin.

Outro produto em prol da produção leiteira foi trazido pelo empresário Carlos Souza, de Arapongas (PR). Aos 81 anos, ele apresentou uma linha de tecnologia para qualidade da água e bem-estar animal. A Fortmag trabalha com bastões que restabelecem as condições da água em sua origem, melhorando a saúde geral dos animais e, inclusive, a contagem de CCS e CBT da produção. “A barra carrega três ativos, placas metálicas e turmalina negra que faz a calibração iônica da água”, frisou ele, reforçando que o produto não faz a limpeza da água.

Visitantes da Arena também puderam conhecer o projeto da startup Scienco Biotech, de Lages (SC), que expôs o primeiro teste rápido para diagnóstico de leite A2A2. Similar a um exame de Covid, o produto permite ao produtor simplificar a seleção dos rebanhos, identificando animais que produzem o leite, indicado para pessoas intolerantes à proteína do leite.

A inovação, conta o diretor técnico Anderson Varela de Andrade, surgiu quando a fundadora, a gaúcha Maria de Lourdes Magalhães, viu-se em busca de uma solução para a intolerância da filha à proteína A1. A empresa já comercializou 36 mil testes para seis países. “Nossa meta é duplicar a comercialização em 2027”, salientou, confiante no network realizado durante o Milk Summit.